Fernando Correia da Silva



Nasce em Lisboa, em 1931 e falece a 18 de Julho de 2014. (ver biografia).

Anos 40, a guerra mundial, a vitória dos Aliados, a campanha do Norton de Matos, a militância no MUD Juvenil, a detenção em Caxias. A frequência de Económicas, rua do Quelhas.

Formação literária? Talvez a turbulência de Camilo, a ladinice pícara de Aquilino, o realismo de Graciliano Ramos e Manuel da Fonseca. Também o sarcasmo de Alexandre O´Neill e a verrina surreal de Mário Henrique Leiria, um e outro seus amigos de aventuras várias. Revolução, também a do imaginário.

1950: COLHEITA, um livro de poemas. 1952: Uma novela infantil, AS AVENTURAS DE PALHITA, O TOURO. No mesmo ano, com Alexandre O´Neill, publica A POMBA, jornal clandestino de poesia militante. 1953: No exterior, com Agostinho Neto, Marcelino dos Santos e Vasco Cabral, declara-se pró independência das futuras pátrias africanas. Regressa a Portugal varando as malhas da polícia política.

1954: Perseguido pela PIDE, abandona Económicas e salta para o Brasil como exilado político.

1955: A descoberta de que há outras formas de falar e escrever, afinal a língua portuguesa saiu da estufa, já não é o galego do sul, adaptou-se à vastidão. 1956: Na FOLHA DE S. PAULO concebe e dirige a FOLHINHA, o suplemento infantil publicado ainda hoje. 1960/63: dois livros de sucesso, biografias, várias edições, OS DESCOBRIDORES e OS LIBERTADORES. Durante cerca de quatro anos é coordenador editorial da DIFEL. Em S. Paulo, é um dos fundadores do jornal antifascista PORTUGAL DEMOCRÁTICO. Com Jorge de Sena, Casais Monteiro, Sidónio Muralha, Fernando Lemos e escritores e artistas brasileiros tais como Maria Bonomi, Guilherme Figueiredo e Cecília Meireles, funda em S. Paulo a GIROFLÉ, editora infantil. Lança O SINDICATO DOS BURROS, contos infantis.

1964/65: Em 64 a golpada militar no Brasil. Um emprego numa indústria em Fortaleza do Ceará. Por dois anos o Nordeste, a verificação in loco da ostentação e da miséria, vampirismo sem disfarces. Regressa a S. Paulo. Aprende e aplica as técnicas da racionalização industrial.

O regresso a Portugal: 1974, o 25 de Abril, a liberdade e a euforia, garanti-las para sempre... Trabalha, a tempo inteiro, no movimento das cooperativas de produção. Porém os mandarins a retomarem o poleiro... 1978: Um livro de divulgação, historietas,25 CONTOS DE ECONOMIA. 1986: Um romance: MATA-CÃES, o herói pícaro a desembarcar em pleno Abril de 74. 1989: LORD CANIBAL, outro romance, novas aventuras do Mata-Cães. 1996: Um dos autores e coordenador editorial do coleccionável do PÚBLICO - OITENTA VIDAS QUE A MORTE NÃO APAGA, concisão. No mesmo ano lança ainda o romance QUERENÇA, o contador de histórias e estas a reinventarem a sua vida, despojamento. 1998: Escreve MARESIA, novo romance. Passa a coordenar VIDAS LUSÓFONAS, site na Internet. 2000: Lança o romance LIANOR.