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Ngungunhane
Amílcar Cabral

Carlos Pinto Santos



Nasceu em Lisboa, a 9 de Fevereiro de 1944.

Os processos disciplinares que se abatem sobre as Associações de Estudantes na década de sessenta obrigam-no a abandonar o curso de Economia e a ingressar nos quartéis. Deserta nas vésperas de embarque quando o destino é Moçambique e a Pide está na sua peugada.

Em Junho de 1967 chega à Bélgica e obtém o estatuto de refugiado político pelas Nações Unidas.

Estudante de Ciências Políticas na Universidade Livre de Bruxelas, participa em Maio de 68 na ocupação do campus universitário que se arrasta por várias semanas sem que o movimento consiga alastrar a outros sectores da sociedade belga. Assim, como muitos outros estudantes na Bélgica “estagia” na grande festa da “rive gauche” parisiense. Como Bruxelas é uma chatice, em 1969 fixa-se em Paris e passa três anos a pesquisar as bio-bibliografias de autores de língua portuguesa e castelhana para uma enciclopédia alemã.

Concluída a enciclopédia, regressa à Bélgica em 1972 porque a polícia francesa lhe nega os “permis” de residência e trabalho.

Na madrugada de 24 para 25 de Abril de 1974 está a emprateleirar livros na livraria “L´Oeil Sauvage” que vai abrir dentro de dias no centro de Bruxelas. As primeiras notícias da Revolução levam-no a abandonar os livros e regressa a Portugal a 30 de Abril.

Volta, por vontade própria, à tropa para colaborar com o MFA. Até 25 de Novembro de 1975.

Jornalista profissional desde 1976.

Fez parte das redacções do “Página Um”, revista “Cadernos do Terceiro Mundo” e “Europeu”. Correspondente permanente das revistas “Macau” e “Ecologia e Desenvolvimento”. Colaboração dispersa no “Expresso” e no “Público”.

Assinou, ao longo dos anos, grandes reportagens em países como: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, S.Tomé e Príncipe, Líbia, Iraque, Nicarágua, Brasil, Vietname, Cambodja, etc.

Autor, com Orlando Neves, de: “Diário de uma Revolução”; “Eanes, um Presidente do Curso da Constituição”; “De Longe à China-Macau na Historiografia e na Literatura Portuguesas”, antologia em cinco volumes editado pelo Instituto Cultural de Macau; “Antologia Poética de Lisboa” e do “Dicionário Obsceno da Língua Portuguesa” (2º edição). Os dois autores têm em preparação o “Dicionário Biográfico Ilustrado de Macau”.

Escreveu para “Oitenta Vidas que a morte não apaga” as biografias de Amílcar Cabral, Abraham Lincoln e Geroge Washington. Em preparação tem uma série de outras biografias de figuras lusófonas: Gungunhana, Rei Amador, Rainha Ginga, Samora Machel, Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, etc.

Prémio Macau de Jornalismo 1993, atribuído pelo Clube de Jornalistas, com o trabalho “Danilo Barreiros, a Vida numa Rajada de Vento” publicado na “Revista Macau”.