Carlos Loures



Nasce em Lisboa, na freguesia de Santa Justa, em Outubro de 1937.

Entre 1958 e 1960 é um dos coordenadores da revista «Pirâmide», da qual são publicados três números. Nestes cadernos colaboram numerosos escritores, na sua maior parte ligados ao movimento surrealista: Mário Cesariny de Vasconcelos, Luiz Pacheco, Herberto Hélder, Pedro Oom, António José Forte, Ernesto Sampaio, Manuel de Castro, etc. Ali se publicam também inéditos de Raul Leal, figura do «Orpheu», e de António Maria Lisboa.

Em 1962 publica a sua primeira colectânea de poemas, «Arcano Solar» (Círculo de Cultura Ibero-americana), onde é visível a influência dos seus mestres surrealistas. Revelando um forte compromisso ideológico, «A Voz e o Sangue» (Novo Rumo, Tomar, 1968), violento libelo contra a ditadura, é apreendido e vale ao autor seis meses de prisão. Dentro da mesma linha de um realismo socialista, «A Poesia Deve Ser Feita Por Todos» (Ulmeiro, 1970), é também apreendido pela polícia política. Em 1990 publica nova colectânea poética, «O Cárcere e o Prado Luminoso» (Edições Salamandra, Lisboa).

Em 1985 estreia-se como ficcionista com o romance «Talvez um Grito» (Edições Salamandra), obra distinguida pelo júri do Prémio Diário de Notícias. Em 1995 publica o seu segundo romance «A Mão Incendiada» (Edições Colibri, Lisboa).

Além das obras referidas, publica ainda: «No Centenário de Romain Rolland» (Crónicas de Autores Portugueses, Portugália, Cosmos, Livros do Brasil, 1967), «Antologia da Poesia Contemporânea de Trás-os-Montes e Alto Douro» (Setentrião, Vila Real, 1968), «O Ministério do Amor», teatro (Nova Realidade, Tomar, 1970). Em colaboração com Manuel Simões, publica também três antologias poéticas de autores portugueses ¾ «Hiroxima» (Nova Realidade, 1967), «Vietname» (idem, 1970) e «Poemabril» (idem, 1.ª edição em 1984). Mais um romance publicado em Janeiro de 2008: A SINFONIA DA MORTE.


Entre 1964 e 1966, teve a seu cargo a secção de crítica de poesia do «Jornal de Notícias» do Porto. Foi funcionário da Radiotelevisão Portuguesa e da Fundação Calouste Gulbenkian e director executivo de uma editora do grupo Hachette, de Paris. Diplomado pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, exerce actualmente a profissão de editor.